Odebrecht, Participa de Projeto Blockchain

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(Foto:Poder360)

Um grupo de instituições que inclui construtora brasileira Odebrecht, juntaram-se para desenvolver uma plataforma digital suportada por uma blockchain rede, para garantir a transparência no processo de adjudicação de contratos públicos. Para o efeito, criou o “Instituto Observ”, cuja missão é para monitorar o processo e rastreamento de documentos em cada concurso público.

De acordo com a informação , o projeto foi uma iniciativa da Odebrecht, uma empresa que começou a tomar forma essa idéia depois de ser cominadas pelas autoridades judiciais a pagar 7 bilhões de reais (US$ 700 milhões) e para se envolver em atividades de combate à corrupção ; isso como parte de um acordo de tolerância pelo caso conhecido como “Operação Lava Jato” (lavagem de carro), onde a empresa foi envolvida no pagamento de subornos a Petrobras (empresa estatal de petróleo) em troca de adjudicação de obras público, além de suspeitar do financiamento de campanhas eleitorais em outros países da região.

A mídia especializada Criptomoedas Fácil informou que a construtora já desembolsou um montante de R$ 900 mil para financiar o projeto. No entanto, a sua participação está limitada a este desembolso, uma vez que você não fará novas contribuições ou fará parte do conselho de administração, de modo a não criar um conflito de interesses.

No grupo de empresas comprometidas com a iniciativa estão o Instituto Ethos, que ficará responsável pelo projeto; a startup de tecnologia Jusbrasil; a empresa de estratégia global Albright Stonebridge; e o escritório jurídico Barros Pimentel Abogados.

O projeto brasileiro teve sua primeira apresentação pública no Instituto Brasil do Wilson Center, em Washington, nesta terça-feira, 11 de setembro. O objetivo das negociações era levantar fundos para o projeto, que, segundo um jornal local, custaria 10 milhões de dólares por ano. A audiência incluiu pessoas ligadas ao Banco Mundial, organizações anticorrupção, jornalistas e potenciais investidores, bem como um grupo de brasileiros ligados a think tanks na capital dos EUA.

Fábio Januário, presidente da Odebrecht, disse que a empresa executará uma função de “aceleração e incubação” do novo instituto Observ. “Estamos à procura de patrocinadores, como grandes fundações, que possam apoiar o projeto, para que o instituto possa andar por si só”. Em sua visão, a ideia é que o Observ se expanda para outros países da América Latina.